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Conflitos no continente Asiático
       Os principais conflitos no continente Asiático
Introdução                                                                                                                        
Diariamente vemos notícias em jornais e na televisão relatando informações sobre conflitos no Continente Asiático, no entanto, são poucos que conhecem a fundo as razões e as conseqüências que os mesmos causam não só aos países envolvidos diretamente bem como aos demais. Dessa forma, pretendes-mos com este seminário levar os alunos a compreenderem os diferentes conflitos existentes no Continente Asiático, além de suas causas e conseqüências.
Ásia 
A Ásia é o maior continente da Terra, com 8,6% da superfície planetária (ou 29,5% das terras emersas). Parte oriental da Eurásia, a Ásia é também o continente mais populoso, com mais de 60% da população mundial.
O continente asiático é palco de grande parte dos conflitos da atualidade. Tal fato decorre de diversos fatores, entre eles, podemos citar a numerosa concentração de diferentes etnias e civilizações que fazem questão de manter seus respectivos valores, costumes e culturas até os dias de hoje.
Outro fator diz respeito aos conturbados processos históricos (incluindo as colonizações) e interesses econômicos e comerciais. Somando-se ao fanatismo religioso e o terrorismo que crescem, gradativamente, aliados à miséria e a pobreza.
Além disso, existem envolvimentos de países do continente com o tráfico de drogas e de pessoas. E finalmente, a frágil ligação Oriente – Ocidente, o que justifica o elevadíssimo número de conflitos vivenciado, quase diariamente, pelos asiáticos.

 Entenda o conflito entre Hamas e Fatah
O Fatah e o Hamas têm uma longa história de rivalidade e conflitos e as tensões e os conflitos armados entre os partidários dos dois campos nos últimos tempos são apenas o auge de quase 20 anos de desentendimentos.

Os problemas atuais têm sua origem no combate mais amplo que opôs, durante quase meio século, uma corrente nacionalista pan-árabe, liderada por Jamal Abdel Nasser, a um movimento radical, dominado inicialmente pelos Irmãos Muçulmanos Egípcios.
Nos territórios palestinos, a batalha começou no início dos anos 1980, nos campus das universidades, entre membros dos Irmãos Muçulmanos, que iriam criar no fim de 1987 o Hamas, e os nacionalistas do Fatah, fundado em 1959 pelo líder histórico dos palestinos, Yasser Arafat.

A primeira intifada (1987-1993) lançou os dois campos numa primeira luta pelo poder e em confrontações diretas, o Hamas contestando a supremacia da Organização para a Libertação da Palestina (OLP, que agrupa todos os movimentos nacionalistas) na luta pela libertação nacional.

O jovem Hamas, criado pelo xeque Ahmed Yassin, que pregava a destruição de Israel, realizou nesta época seus primeiros ataques contra Israel, recusando o combate ao lado de outros movimentos e, sobretudo, a ajuda do Fatah.

A verdadeira ruptura ocorreu em 1988, quando a OLP reconheceu o princípio de dois Estados, um israelense e outro palestino, vivendo lado a lado. A divisão entre os grupos tornou-se ainda mais evidente em 1993, quando da assinatura dos acordos de Oslo sobre a autonomia palestina, criticados pelo Hamas.

O Hamas considera que a OLP e Yasser Arafat traíram a causa palestina ao assinarem esses acordos, e viram uma tentativa deliberada da OLP de impedir sua chegada ao poder, que ocorreria 13 anos mais tarde com a vitória nas eleições legislativas e a formação de seu primeiro governo.

"Os integrantes do Hamas sempre pensaram que a principal razão pela qual Arafat e OLP foram a Madri e Oslo (para discutir a paz) era enfraquecê-los. Eles consideram que esses acordos legitimaram a ocupação israelense da Palestina histórica", estimou Azzam Tamimi, que escreveu um livro sobre o Hamas.

Embora a rivalidade entre laicos e religiosos sempre tenha existido, ela se tornou mais intensa ao longo dos anos.

"Para os palestinos de hoje, a rivalidade entre o Hamas e o Fatah é explicada pela busca do poder", assegurou Ali Jarbawi, um analista político. "O Hamas é visto como um movimento ávido por poder, e o Fatah como o partido que não consegue abandonar o poder", explicou ele.

"É um dos momentos mais graves da história da questão palestina", afirmou Hicham Ahmed, professor de ciência política na Universidade Bir Zeit de Ramallah. "É o apogeu de muitos anos de disputa, de concorrência e de rivalidade", acrescentou.

A questão do Líbano e da Síria
Depois da independência em relação a França, o Líbano fez um pacto nacional em que o presidente é maronita o primeiro-ministro um sunita e o presidente do parlamento era um xuto, esse pacto garantia a paz e a prosperidade Libanesa                
Em 1970 aconteceu em setembro negro na Jordânia o pai expulsou o OLP organização para libertação da palestina que se refugiava no sul do Líbano
A OLP estabeleceu seu quartel general e passou a atacar Israel a partir da fronteira do Líbano.
A Síria faz parte da lista negra do EUA acusado de permiti o uso de seu território para treinamento terrorista outra denúncia contra os Sírios é o de financia terrorismo no                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Iraque, segundo o norte- americano os grupos iraquianos tem o sírio o seu porto seguro onde planejam ataques 
Afeganistão
O Afeganistão (oficialmente, República Islâmica do Afeganistão, د افغانستان اسلامي جمهوریت em pachto, جمهوری اسلامی افغانستان em persa) é um país sem saída para o mar no centro da Ásia. É comumente designado como um país da Ásia central, da Ásia meridional e do Oriente Médio. Possui vínculos religiosos, etno-lingüísticos e geográficos com a maioria dos países vizinhos. Limita com o Paquistão ao sul e ao leste, com o Irão a oeste, com o Turcomenistão, o Uzbequistão e o Tadjiquistão ao norte, e com a China a nordeste. O nome do país significa "terra dos afegãos".
O país é um cadinho cultural entre o Ocidente e o Oriente e tem sido um antigo ponto focal para o comércio e a migração. Sua localização é estratégica, ao ligar o sul, o centro e o sudoeste da Ásia. Ao longo de sua história, o país assistiu a diversos invasores e conquistadores, embora em outras ocasiões reinos locais tenham invadido as regiões vizinhas. O Império Durrani, fundado por Ahmad Shah Durrani em 1747, tinha por capital a cidade de Kandahar; posteriormente, a capital foi transferida para Cabul e a maior parte do seu território foi cedida a países vizinhos. No final do século XIX, o Afeganistão tornou-se um Estado-tampão envolvido no "Grande Jogo" entre o Império Britânico e o Império Russo. Em 19 de Agosto de 1919, após a terceira Guerra Anglo-Afegã, o país recuperou a sua independência plena do Reino Unido.
Desde o final dos anos 1970, o Afeganistão vem sofrendo uma guerra civil contínua e brutal, que incluiu intervenções estrangeiras como a invasão soviética de 1979 e a recente ação chefiada pelos EUA que derrubou o regime dos talibãs. No final de 2001, o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou a criação de uma Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF, em inglês), composta por tropas da OTAN que apóiam os esforços do governo do presidente Hamid Karzai para estabelecer o império da lei e para reconstruir a infra-estrutura do país. Em 2005, o país assinou com os EUA um acordo de parceria estratégica que prevê uma relação de longo prazo entre as duas partes. Vários milhões de dólares foram recebidos da comunidade internacional para investimentos na reconstrução do país.
História
Desde a Antiguidade, a guerra é constante na região onde hoje fica o Afeganistão, local já ocupado no século VI a.C. pela civilização bactriana, formada por um povo que incorporava elementos das culturas hindu, grega e persa. Depois disso, o território foi atacado por sucessivos invasores.
O Afeganistão foi invadido e ocupado pela União Soviética em 1979. Mas, apesar da destruição maciça provocada na sustentação logística, lutas subseqüentes entre as várias facções dos Mujahidin permitiram que os fundamentalistas do Talibã se apropriassem da maior parte do país. Em 1997, as forças talibãs mudaram o nome do país de Estado Islâmico do Afeganistão para Emirado Islâmico do Afeganistão.
Nos últimos dois anos o país sofre com a seca. Estas circunstâncias conduziram três a quatro milhões de afegãos a sofrerem de inanição.
Em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nas Torres Gêmeas (World Trade Center) em Nova Iorque, e no Pentágono, cuja autoria foi reivindicada por Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, reconhecido como herói pelos Talibãs, no dia 7 de Outubro de 2001, os Estados Unidos e forças aliadas lançaram uma campanha militar, como parte de sua política antiterrorismo, caçando e prendendo suspeitos de atividades terroristas no Afeganistão e mandando-os para a base de Guantánamo, em Cuba

Países concordam em proibir ação militar externa no mar Cáspio
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e representantes de outros países do mar Cáspio concordaram em evitar o uso de territórios na região para fins militares por nações que não são da região. No entanto, os países não conseguiram chegar a um acordo sobre a divisão dos recursos energéticos da área marítima.
Formada por representantes dos cinco países banhados pelo mar Cáspio --Rússia, Irã, Azerbaijão, Cazaquistão e Turcomenistão-- a cúpula ocorreu nesta terça-feira na capital iraniana, Teerã.
A segunda cúpula dos cinco países banhados pelo Cáspio tem como principal objetivo buscar um regime legal apropriado para este mar, que guarda uma das maiores concentrações de petróleo do mundo.
A declaração final dos cinco países da região não citou rumores de intenções americanas de utilizar o Azerbaijão como possível base para um ataque militar contra o Irã, mas fez uma clara referência sobre tal propósito, segundo a Associated Press.
"Os países sublinham que não deixarão sob nenhuma circunstância outras nações utilizarem seu território para agressões ou outras ações militares contra países da região", informa a declaração.
Petróleo
Outro tema em foco durante o encontro foi a construção de dutos para realizar o transporte de petróleo pelo mar Cáspio. Putin, que realiza a primeira viagem de um presidente russo ao Irã desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), disse que os projetos podem ser apenas implementado se os cinco países o apoiarem.
Moscou se opõe fortemente a tais projetos, apoiados pelos EUA, que permitiriam a passagem do petróleo da Ásia Central para o ocidente contornando a fronteira russa.
"Os projetos podem implicar em sérios danos ambientais para a região e não devem ser interpretados sem uma discussão prévia dos cinco países do Cáspio", disse Putin.
Irã
Em relação à união dos países da região, Ahmadinejad propôs a criação de uma associação com fins econômicos entre os cinco países banhados pelo mar Cáspio.
O governante iraniano lançou sua proposta no discurso que ofereceu aos presentes na inauguração da conferência.
"A promoção da cooperação entre os países do Cáspio servirá à paz e à segurança na região", disse Ahmadinejad.
Ahmadinejad disse que o Cáspio uniu os cinco países, que têm posições cada vez mais próximas, e acrescentou que a atmosfera nas reuniões é de entendimento.
"Do ponto de vista econômico, o Cáspio conta com um grande potencial. Os cinco países da região têm cerca de 250 milhões de habitantes, com grandes fontes de riqueza que lhes permitem ampliar a cooperação", disse.
Desacordo
Sobre a divisão dos recursos naturais do mar Cáspio, o Irã defende que cada nação receba uma porção igual da área marítima.
A Rússia, o Azerbaijão e o Cazaquistão querem que tal divisão seja feita com base na área costeira banhada pelo mar de cada nação. Esta proposta reduziria a porção iraniana.
Apesar de não chegaram a um consenso sobre tal divisão, os países do Cáspio concordaram em manter negociações regulares sobre a questão.
Ahmadinejad disse que a próxima cúpula deve ocorrer no ano que vem em Baku, no Azerbaijão.

ÍNDIA E PAQUISTÃO – A QUESTÃO DE CAXEMIRA

O que é a caxemira?
A Caxemira é um vale, que é circulada pela mais alta montanhas do mundo. O vale em si é verde e densamente povoado.
Disputas pelo território
A região da Caxemira é o cenário de uma disputa entre a Índia e o Paquistão, desde que ambos os países se tornaram independentes do Reino Unido.
Parte do território (45%) está nas mãos da Índia, Um terço (33%) é controlado pelo Paquistão e o restante é de domínio Chinês, mas também reivindicada pela Índia.
Religião
A grande maioria da população é muçulmana (Paquistão) e não aceitam o domínio indiano de religião hinduísta.
No vale de Caxemira, os muçulmanos contavam 93,6% da população e os hindus, 5,24%.
A divisão territorial
A divisão territorial provocou um dos movimentos migratório mais intenso da historia, com mulçumanos indo da Índia para o Paquistão, e hindus fazendo o contrário. No processo cerca de 12 milhões de pessoas migraram, e cerca de 200 mil morreram em confrontos entre as duas comunidades. 
Uma solução
Segundo uma solução da ONU, a população local deveria decidir a situação política da Caxemira por meio de um plebiscito (voto ou decreto ) acerca da independência do território. Tal plebiscito, porém, nunca aconteceu, e a Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local - de maioria muçulmana.
Guerra
O Paquistão não aceitou o acordo, comerçou a pimeira guerra entre os dois. O fim do combates, determinou boa parte das fronteiras que ainda vigoram na Caxemira ( cerca de um terço do territorio com o paquistão e doi terços da Índia), emobra nenhum dos dois lados as reconheça.
Uma segunda guerra entre os paises, teve como mutivo central, novamente, a disputa da região sem provoca alterações.
A rivalidade aumentou com a independencia de Bangladesh, antes parte do Paquistão. Bangladesh recebeu apoio da Índia. O aumento da tensão levou  os rivais a uma espiral armamentista.
Explosões nucleares
O paquistão durante a Guerra Fria(1945-1989), aliado dos EUA, enquanto a Índia se aproximou da União Soviética. Os dois paises desenvolveram armas nucleares. Os dois países chegam à beira da guerra total.
Índia e Paquistão travam na Caxemira, em 1999, um confronto com um saldo de 1200 mortos.
Terrorismo
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o Paquistão pôde conquistar um novo lugar no cenario internacional, tornando-se o principal  aliado dos EUA na guerra do afeganistão, que derrubou o regime fundamentalista islamico do Taliban.
Terremoto
O terremoto que ocorreu no Paquistão em outubro de 2005 aproximou os dois paises, pois a Índia ofereceu ajuda  e o Paqusitão aceitou. Tal fato desencadeou novas conversações entre os dois paises no sentido de alcançar a paz
A Índia e o Paquistão realizaram a primeira reunião formal para negociar a questão da Caxemira desde os ataques contra cidade indiana de Mumbai em novembro de 2008, que deixaram 173 mortos.
Na véspera das negociações, os dois países trocaram acusações a respeito da Caxemira. Guardas indianos na fronteira do território afirmaram que foram disparados tiros contra eles, vindos do lado paquistanês, na quarta-feira. O governo do Paquistão nega as acusações. Os disparos ocorreram teriam ocorrido na área de Samba, área da Caxemira administrada pela Índia.

A Índia informou que neste mês (fevereiro 2010) três de seus soldados foram mortos em confronto com militantes a norte de Srinagar. Autoridades informaram que pelo menos dois militantes também foram mortos. Este é o maior número de mortos registrado este ano entre as forças indianas em operação na região
Sri Lanka
O Sri Lanka, país situado no Se da índia vive em conflitos entre povos Cingalês, budista (maioria) e o povo Tâmil, hinduísta (minoria. O povo Tâmi é separatista, pois não detém poder político e econômico no País e sofreu todos os tipos de discriminação. Para seguir seu objetivo separatista, o povo Tâmil fundou, em 1972, o grupo denominado Tigres de Libertação do Tâmil de Eelam (LTTE).

 O Conflito da China com o Tibet
Desde a semana passada, um conflito entre a China e o Tibet tem repercutido na mídia internacional e também na mídia brasileira. Diariamente tem sido publicadas matérias nos grandes veículos de comunicação brasileiros.
Na busca (talvez vã) por uma pretensa verdade imparcial e pela transparência dos fatos, parte da mídia brasileira tem se esforçado para conseguir informações, e repassá-las aos leitores. 


Na Folha Online, por exemplo, está publicada uma matéria hoje (18) sobre o interesse chinês em manter seu domínio sobre o Tibet. Além da matéria, uma entrevista com o vice-diretor da divisão para o Tibete da Radio Free Asia –ONG que transmite informações em nove línguas da Ásia, Karma Dorjee (leia a entrevista clicando no nome).
Segundo o entrevistado, o que boa parte do tibetanos reivindica é o fim da dominação chinesa (que já dura desde 1950). No dia 10 de março, foram comemorados os 49 anos do levante de Lhasa de 1959 contra essa mesma dominação. Para Dorjee, uma das razões do conflito é que a China busca manter sob seu domínio a posição estratégica do Tibet, além de outras razões menores, como a exploração de minerais na região.


O número de mortos nosprotesto é duvidoso, mas, segundo Dorjee, gira em torno de 100. O governo chinês alega apenas 16 mortos, e não se responsabiliza por essas mortes. Estrangeiros estão proibidos de entrar no país, o que dificulta o acesso às informações e a contabilização segura do número de mortos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Liu Jianchao, afirmou na segunda-feira que a China “irá garantir sua soberania nacional e integridade territorial”.


Há um acontecimento que não está sendo colocado em evidência na mídia. Talvez por ser um acontecimento de profundidade, histórico, um tanto imperceptível nos discursos Ocidentais. Talvez porque operar neste momento uma crítica profunda e tenaz à China seja operar uma crítica a nós mesmos. Talvez pela miopia análitica do próprio Ocidente, principalmente da mídia, que não consegue (ou não quer?…) ver sintomas perversos de nossas próprias invenções, nossos mecanismos de dominação política e econômica.
É que, se consideramos o Extremo Oriente de uma perspectiva histórica milenar, salta aos olhos um fator curioso: há apenas cerca de dois séculos que o Oriente passa por uma certa “ocidentalização”. Sabemos que desde meados do século XIX, ocorrem incursões imperialistas do Ocidente na Ásia e na África.


As guerras do ópio (entre mais ou menos 1840 e 1860) podem ser tidas como exemplo.
O fato que considero importante é que se percebe ao longo desse breve lapso de tempo (nessa perspectiva milenar) de 1 século e meio ou 2 séculos, uma certa apropriação oriental de alguns mecanismos de exploração econômica e política utilizadas pelo Ocidente, e tidas mesmo como bisonhas.


Sem querer parecer que desloco para o Oriente uma terrível visão imperialista, o que me causa espanto é ver cair por terra qualquer perspectiva de vir a emergir no mundo uma cultura extra-ocidental, baseada em outros princípios que não apenas uma cultura de massas que se utiliza de mecanismos de poder político característicos da formação do capitalismo.
Digo isso sem ser marxista (pois não renego a grandeza do pensamento de Marx e alguns pensadores dessa orientação, apenas não os vejo de forma catedrática e ortodoxa -pois há que considerar os erros do pensamento de Marx), mas por ver um país que se tornou uma potência mundial, a China (cuja orientação maoísta brotou de certa inspiração marxista – que não passa de mais uma apropriação de um pensamento ocidental), utilizando-se de mecanismos de poder nos quais tanto lutou contra, ao se intitularem comunistas.


É realmente triste, mas de fato é cada dia mais impossível ver emergir no mundo uma cultura outra, que renove padrões de comportamento e formas de o poder de Estado lidar com os direitos civis da população, em suas instãncias jurídico-políticas.
O que se pode entender do que escrevi, para ficar mais claro, é que o Oriente parece reproduzir um dispositivo de poder ocidental, que consolidou nossa cultura capitalista em seus piores aspectos: da privação de liberdades, do estrangulamento da cidadania, da supremacia de uma cultura voraz pelo consumo irresponsável, cega aos danos ambientais e humanos, e da visão equivocada que distancia de forma míope o Saber e o Poder (diga-se, uma certa intelectualidade, sobretudo de juristas e tecnólogos do poder).


A não ser que se pense (e, há sim, quem pense isso) que o capitalismo está em franca expansão, que é sendo vitorioso, e que está tudo bem no mundo. Mas, eu, particularmente, acredito que muita coisa não vai bem no mundo…
De fato, o que se deveria mudar são nossos próprios comportamentos, nossos pequenos gestos individuais em vida social, pois mudança nenhuma irá acontecer vinda nem de cima, nem do lado.

Permitam-me reproduzir um breve poema chinês:


“Não glorifique os que realizam grandes feitos
E as pessoas não se tornarão super-competitivasNão entesoure bens difíceis de obterE as pessoas não se tornarão ladrasNão mostre coisas desejadasE seus corações não se tornarão invejosos

Assim, o governo do sábio:
Esvazia seus coraçõesEnche suas barrigasEnfraquece suas ambiçõesTorna-os fortes

Que o povo não tenha astúcia nem ganância
De forma que os que conspirem não ousem agir

Agindo o mínimo possível
Nada sairá de controle.”


Rússia x Geórgia - no conflito no Cáucas




No dia 08 de agosto de 2008, a abertura da Olimpíada de Pequim teve que dividir as atenções da imprensa mundial com outro acontecimento que não tinha nada de comemorativo. Foi o início do mais recente conflito armado entre a Rússia e a Geórgia, ambas remanescentes da ex-União Soviética.


A guerra tem como pivô a região da Ossétia do Sul, que faz parte do território georgiano, mas é habitada principalmente por russos, e tem um relacionamento mais estreito com a Rússia (onde fica a Ossétia do Norte) do que com seu próprio país. A população da Ossétia do Sul é etnicamente diferente da Geórgia. O idioma também. A maioria usa a moeda russa e até mesmo passaportes russos. Na verdade, essa região só faz parte da Geórgia porque foi anexada à força durante o regime soviético e permaneceu assim depois do fim da União. Mas essa não é a única razão para a ocorrência do conflito, ele é apenas a ponta de um iceberg, o cúmulo de uma tensão que vem se desenrolando há muito tempo.


No atual conflito Geórgia—Rússia, o discurso tem sido bem diferente das ações. Os dois lados falam em cessar fogo e em soluções diplomáticas, mas, na prática, não acontece nada disso. Aliás, o conflito tem impressionado pela violência. Tanto as tropas georgianas quanto as russas têm assassinado civis e incendiado vilas, entre outras atrocidades. Além da violência, a batalha também assusta por trazer para a atualidade resquícios da “guerra fria”, uma espécie de atrito silencioso entre Estados Unidos e União Soviética após a Segunda Guerra Mundial.


“A Rússia está sozinha nessa batalha”, diz o historiador da Universidade Federal Fluminense Daniel Aarão Reis Filho, explicando que, entre as grandes potências, somente os Estados Unidos estão se posicionando claramente, e a favor da Geórgia. “A França, no papel de presidir a comunidade européia, está cumprindo o papel de mediador, procurando não tomar partido e induzir a uma paz que leve ao estado anterior das coisas”, completa Reis Filho. O problema é que a Rússia não quer voltar a esse estado anterior, por diversas questões, que incluem o fornecimento de energia.


Além do gás e do petróleo, estão em jogo também a aliança que a Geórgia quer estabelecer com a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O governo russo busca ampliar sua influência na região, mostrando um certo saudosismo do tempo em que a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mandava e desmandava nas repúblicas do Cáucaso. “E não podemos deixar de citar a política que a Geórgia tem com as minorias russas na Ossétia do Sul, que é muito truculenta”, conclui o historiador, lembrando a discriminação clara feita pelo governo georgiano em relação a estas populações.
                                    


Referência

Livro didático da Cnec – Geografia
Lao Tsé. Tao Te-Ching. O livro do caminho perfeito. Cerca de 5.000 mil anos atrás.
www.educacional.com.br › AtualidadesNotícias Comentadas
Folha Online
http://pt.wikipedia.org/wiki/Afeganist%C3%A3o

1 Response
  1. . Says:

    É bem interessante o tema sobre os conflitos no continente Asiático, e o que estar prevalecendo até os dias de hoje, o caso mas recente foi o
    Homem-bomba que atacou durante funeral no Paquistão, Atentado suicida durante enterro de líder tribal paquistanês rival do Taleban deixa ao menos 31 mortos.


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Reflexão

Todos nós já tivemos, de uma maneira ou de outra, experiências difíceis na vida. Isto faz parte de nossa viagem por esta Terra – e embora muitas vezes pensamos que “as coisas podiam ter acontecido de outra maneira” - o fato é que não podemos mudar nosso passado.

Por outro lado, é uma mentira pensar que tudo que nos acontece tem o seu lado bom; existem coisas que deixam marcas muito difíceis de superar, feridas que sangram muito.

Como, então, nos livrarmos de nossas experiências amargas?

Só existe uma maneira: vivendo o presente. Entendendo que, embora não possamos mudar o passado, podemos mudar a próxima hora, o que acontecerá durante à tarde, as decisões a serem tomadas antes de dormir.

Como diz o velho provérbio hippie: “hoje é o primeiro dia do resto da minha vida”.

Paulo Coelho

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